Feirão de empregos oferece oportunidades para pessoas com deficiência e aprendizes

Evento que acontece até sábado (30), em Blumenau, tem participação do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem do TRT-SC

28/08/2025 12h18, atualizada em 28/08/2025 17h39
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O Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem (PCTIEA), mantido pela Justiça do Trabalho, está participando de uma iniciativa que conecta jovens ao trabalho decente em Blumenau. 

De quinta (28/8) até sábado (30/8), o setor 1 da Vila Germânica é palco da Feira de Educação e Qualificação Profissional de Blumenau (Feduca) e do Feirão de Empregos, com o objetivo de aproximar empresas, profissionais e instituições de ensino. A programação inclui workshops, palestras e capacitações, com oferta de 2 mil vagas por empresas de diferentes setores, incluindo voltadas a aprendizes. Na quinta e na sexta, as atividades começam às 9h e encerram às 20h. No sábado iniciam no mesmo horário, com encerramento às 15h. 

O evento é gratuito, aberto ao público e oferece oportunidades para aprendizes e pessoas com deficiência (PcD).  A organização é feita de forma conjunta entre a Associação Comercial e Industrial de Blumenau (Acib), a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), a Prefeitura de Blumenau, o Ministério Público do Trabalho (MPT-SC) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 

Oportunidades inclusivas


O sábado será dedicado a oportunidades para pessoas com deficiência, em paralelo à Semana Inclusiva, organizada pelo MPT-SC. No mesmo dia, também haverá um mutirão com profissionais da saúde para auxiliar pessoas que necessitarem de laudos atestando a condição de PcD.
 


O PCTIEA faz parte dos feirões, com espaço reservado no local, junto com o MPT-SC. Esse estande conscientizará jovens e empregadores esclarecendo dúvidas e desmistificando conceitos equivocados sobre o trabalho infantil. Materiais educativos, como cartilhas e folders, serão distribuídos.

O programa tem como objetivo desenvolver, em caráter permanente, ações para uma adequada profissionalização do adolescente e a erradicação do trabalho infantil.
 

Barreira cultural


As ações do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) estão sendo organizadas pelas juízas Débora Borges Koerich Godtsfriedt e Michelle Denise Durieux Lopes Destri, gestoras auxiliares do programa da circunscrição de Blumenau.

Um dos aspectos que serão abordados é a cultura de normalização que perpetua mitos sobre o trabalho infantil. “Muita gente acha que é melhor trabalhar do que roubar, que trabalhar cedo forma caráter. Isso produz efeitos muito perversos na vida das crianças, que repercutem não só individualmente, mas em toda a coletividade”, afirma Michelle Destri. Ela define o trabalho infantil como uma das causas e das consequências da miséria.
  

Transformação social


Em Santa Catarina, cerca de 40 mil crianças e adolescentes estão na condição do trabalho infantil - quase metade nas piores formas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2023.

A juíza, que atua como substituta em Blumenau, destaca a relevância do evento, do qual participou na manhã desta quinta-feira. “Além de dar visibilidade para a questão do trabalho infantil, oferece meios para que os jovens entrem no mercado de trabalho de forma protegida e segura”, frisa.

Com base na Lei da Aprendizagem (Lei 10.097/2000), adolescentes a partir de 14 anos podem ingressar no mercado de trabalho com uma formação técnico-profissional compatível com seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. O TRT-SC também possui um programa neste sentido que acolhe, atualmente, cerca de 42 aprendizes.

No feirão do ano passado, mais de 750 vagas foram oferecidas por 30 empresas de diferentes setores, de acordo com a Acib. A associação está organizando o transporte gratuito para estudantes do ensino médio de escolas estaduais - a estimativa é que 1.200 jovens participem do evento.

 

Secretaria de Comunicação Social do TRT-SC
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