Exposição do TRT-SC leva debate sobre escravidão contemporânea ao Festival Literário de Joinville

Organizada pelo Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo (Pete+), mostra “Caminhos Interrompidos” busca sensibilizar público sobre violações de direitos humanos

29/05/2026 14h17, atualizada em 29/05/2026 14h53

A exposição itinerante “Caminhos Interrompidos – Retratos da Escravidão Atual”, promovida pelo Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e Proteção ao Trabalho do Migrante (Pete+), do TRT-SC, está presente no Festival Literário de Joinville, que encerra no domingo (31/5). O evento acontece no Complexo Centreventos Cau Hansen.

A mostra levou ao público reflexões sobre o trabalho escravo contemporâneo e o tráfico de pessoas por meio de conteúdos visuais e informativos que buscam sensibilizar a sociedade para a gravidade dessas violações de direitos humanos. Durante o período da exposição, o espaço recebeu um grande número de visitantes, ampliando o alcance da temática junto à comunidade.

Após passar pelo prédio-sede do TRT-SC, em Florianópolis, e pelo Fórum Trabalhista de São José, a mostra seguiu para o lounge da OAB Joinville, espaço integrante da programação do festival. A iniciativa foi da juíza Tatiana Russi, titular da 2ª Vara do Trabalho de Joinville e gestora auxiliar do Pete+ para a região.
 

Formato imersivo


“Caminhos Interrompidos” não se baseia apenas em fotografias, mas em vestígios. As imagens — muitas delas registradas em operações de fiscalização realizadas em Santa Catarina entre 2004 e 2025 — revelam marcas deixadas por mais de três séculos de escravidão, ainda perceptíveis na sociedade atual.

O público pode percorrer prismas temáticos em forma de cabines, com imagens dispostas na parte externa e ambientes internos destinados à observação. A experiência é complementada por exibições em vídeo.

A proposta é convidar o público a enxergar o que muitas vezes se tenta esconder, reconhecendo, no espelho dessas histórias, um chamado à responsabilidade coletiva. A curadoria e a montagem são assinadas pelo Coletivo Ação Zumbi, sob coordenação da produtora cultural Lelette Coutto. A concepção do projeto é da juíza do trabalho Danielle Bertachini, integrante do Pete+.

 

Priscila Tavares
Secretaria de Comunicação Social do TRT-SC
Divisão de Redação, Criação e Assessoria de Imprensa 
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