Florianópolis sedia Congresso Brasileiro de Assessores de Comunicação da Justiça

10/11/2008 15h09

A juíza Marta M. Villalba Falcão Fabre, presidente do TRT/SC, participa do 4º Congresso Brasileiro de Comunicação (Conbrascom), que acontece em Florianópolis de 11 a 14 de novembro, no auditório da Justiça Federal. A democratização da TV Pública e as novas tecnologias são os temas centrais do encontro promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação & Justiça (FNCJ), movimento que começou há nove anos e reúne jornalistas que atuam na comunicação social do Judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas de todo o país.

O congresso deste ano bate recorde de público e de concorrentes ao prêmio Nacional de Comunicação e Justiça. São mais de 200 congressistas e 166 trabalhos de todo o país. Para o presidente do FNCJ, jornalista Flávio Damiani, a grande procura deve-se ao novo modelo de congresso que começa a ser adotado a partir deste ano.

Serão desenvolvidas oficinas práticas nos laboratórios da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e no TRT, em Florianópolis, que disponibilizará toda a estrutura para as oficinas de TV e de Cerimonial. “Isso representa um retorno aos bancos escolares, para uma espécie de reciclagem, um complemento do que ficou para trás” diz ele. Para o jornalista, muitas matérias que existem hoje nas faculdades são recentes, como jornalismo online, rádio web, tratamento de imagem através da computação. Flávio conclui que "o jornalismo de oficina é um salto de qualidade porque foge da teoria e na prática mostra o bê-á-bá das coisas”.

O congresso deste ano reúne pela primeira vez os presidentes das associações de classe da justiça brasileira num painel que faz uma avaliação da comunicação social nas instituições da justiça. O objetivo é o de obter um retorno crítico da atividade das assessorias.

Visando à profissionalização da comunicação institucional o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escolheu o Conbrascom para lançar um projeto no sentido de que as assessorias sejam comandadas por profissionais de comunicação. Esta proposta é a bandeira de luta do FNCJ que ganha força com o apoio do CNJ.

Abertura - Na conferência de abertura (dia 11 às 20h) o jornalista Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, fala sobre as experiências na democratização da TV Pública. No dia 12, às 15h30min, o escritor e jornalista Laurentino Gomes, autor do livro 1808, que narra a chegada da família imperial ao Brasil, faz uma radiografia da comunicação brasileira nos últimos 200 anos, além de revelar os primeiros registros da comunicação na Justiça.

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