Março Azul pretende ampliar a detecção precoce da doença, situação em que a cura alcança 90% dos casos
Detectar o câncer de intestino antes que ele emita qualquer sinal de alerta. Esse é o objetivo da sexta edição da campanha Março Azul, que em 2026 tem como tema a “Jornada da Vida”. A exemplo de outros órgãos do sistema de Justiça, o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) também aderiu ao movimento iluminando o prédio-sede de azul.
A proposta da mobilização nacional é ampliar a detecção precoce da doença, também chamada de câncer colorretal, já que ela é a quarta mais comum no Brasil, atrás apenas dos cânceres de pele não melanoma, de mama e de próstata. O público-alvo são homens e mulheres com idades entre 45 e 70 anos.
O Março Azul é uma iniciativa de três sociedades médicas: Sociedade Brasileira de Endoscopia e Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
Além da iluminação de prédios públicos, a campanha pretende difundir um gesto simples no cuidado com a saúde: a realização do teste FIT, exame utilizado para encontrar sangue oculto nas fezes. Com base nele, o médico pode recomendar a realização de uma colonoscopia, considerado o principal exame para detecção do câncer de intestino, já que permite a visualização detalhada da mucosa intestinal e a identificação precoce de lesões.
Sem medo ou vergonha
O presidente da Sobed, Eduardo Hourneaux, explica que quando a detecção acontece na fase inicial do câncer de intestino, quebrando a barreira do silêncio, as chances de sucesso do tratamento podem atingir até 90%.
Segundo a organização do Março Azul, a conscientização sobre a prevenção também é essencial para combater o medo e a vergonha que ainda cercam os exames. “É importante lembrar que os exames existem para proteger a saúde. Eles podem evitar um problema grave no futuro. Cuidar da saúde não deve ser motivo de vergonha, e sim de responsabilidade com a própria vida e com a família”, observa o presidente da Sobed.
A preocupação em trazer a pauta do câncer de intestino para as discussões do dia a dia, sem preconceito, encontra respaldo na última estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), que estima uma média de 53.810 casos novos no Brasil para cada ano do triênio de 2026 a 2028.
Sinais de alerta
Apesar de silencioso na fase inicial, o câncer de intestino emite alguns sinais de alerta, sendo os mais comuns: presença de sangue nas fezes (às vezes só detectável através do exame), mudança no hábito intestinal como diarreia ou prisão de ventre por várias semanas, dor abdominal frequente, sensação de intestino que não esvazia completamente, perda de peso sem causa aparente e fraqueza ou anemia.
“Uma vez detectado um câncer colorretal, o coloproctologista deve ser procurado o mais breve possível, pois é o especialista que fará o tratamento cirúrgico com maiores chances de cura para o paciente”, alerta Olival de Oliveira Júnior, presidente da SBCP.
Prevenção antes dos 45
A detecção precoce tem como alvo pessoas acima de 45 anos, em especial com histórico da doença na família, uma vez que aumenta as chances de diagnóstico. A redução da idade de 50 para 45 anos ocorreu no ano passado após a organização da Campanha Março Azul adotar os mesmos critérios de rastreios de sociedades internacionais, como a American Cancer Society, que perceberam o aumento da doença em pessoas mais jovens.
“Cuidar da saúde intestinal é uma construção ao longo de toda a vida. Além dos exames preventivos, hábitos simples como uma alimentação rica em fibras, a prática regular de atividade física, a hidratação adequada e a redução do consumo de álcool e do tabaco têm impacto direto na prevenção do câncer de intestino. A Campanha Março Azul reforça que a prevenção não é apenas um ato médico, mas uma escolha diária em favor da própria saúde e da qualidade de vida”, destaca o presidente da FBG, Áureo de Almeida Delgado.
Texto: Agência de Comunicação 360
Edição: Secretaria de Comunicação Social do TRT-SC
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