TRT-SC vai continuar apurando denúncias contra o assédio eleitoral após as eleições

Ministério Público do Trabalho registrou mais de 100 denúncias no estado; 34 delas foram nos dois dias seguintes ao segundo turno

29/10/2026 13h26, atualizada em 29/10/2026 14h31
Fabio Pozzebom (Agência Brasil)

A Justiça do Trabalho catarinense, em atuação conjunta com o Ministério Público do Trabalho (MPT-SC), vai continuar apurando as denúncias de assédio eleitoral, mesmo após o encerramento das eleições de 2026. A iniciativa integra a ação nacional promovida para combater a prática, que tem sido realizada em todo o país após o pleito.

 Em Santa Catarina, o Ministério Público do Trabalho (MPT-SC) recebeu 118 denúncias durante o período eleitoral deste ano, segundo levantamento atualizado na terça-feira (27). Do total catarinense, 34 denúncias foram registradas nos dois dias seguintes à eleição. Em âmbito nacional, foram contabilizados 2.467 registros até as 16h40 do dia 27.

Caso tenha sido vítima ou presenciado uma situação de assédio eleitoral no trabalho no estado, a denúncia pode ser feita para a Ouvidoria por meio deste formulário (link externo).
 

Condutas ilegais


Os relatos incluem uma grande variedade de condutas, entre elas situações de pressão política no ambiente de trabalho, como ameaças, represálias e tentativas de interferir nas escolhas dos empregados ou puni-los por suas preferências políticas. Além de violar direitos fundamentais, o assédio eleitoral compromete a liberdade do voto, o ambiente de trabalho e os princípios democraticamente garantidos pela Constituição Federal.
 

No meu voto mando eu


Em agosto deste ano, com o slogan "No meu voto mando eu", a Justiça do Trabalhou lançou campanha convidando toda a sociedade a integrar a iniciativa e reforça que a escolha eleitoral é um direito individual, que deve ser exercido de forma livre, sem qualquer tipo de pressão, constrangimento ou interferência.

A proposta é ampliar o conhecimento sobre o assédio eleitoral e incentivar pessoas físicas, empresas, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e entidades de classe a aderirem ao movimento, formando uma ampla rede em defesa do voto livre e secreto.


Com informações do MPT-SC e do TST


Secretaria de Comunicação Social do TRT-SC
Divisão de Redação, Criação e Assessoria de Imprensa 
(48) 3216-4000 - secom@trt12.jus.br

Notícia com 35 visualizações

Leia Também: