Você já parou pra pensar que, principalmente para as mulheres, o trabalho não termina quando o expediente profissional acaba?
Esta reportagem especial mostra a realidade de milhões de mulheres que enfrentam uma dupla jornada: o trabalho formal durante o dia e, depois, as tarefas domésticas e o cuidado com a família.
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as mulheres brasileiras trabalham, em média, 21 dias a mais por ano do que os homens, se somadas todas as atividades diárias.
Essa sobrecarga tem impacto direto na saúde, no descanso e nas oportunidades profissionais. “Esse tempo extra prejudica o descanso, além de ser uma barreira para a qualificação profissional ou para novas oportunidades,” afirma Hayeska Costa, professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB).
“Quando pensamos em trabalho, vemos apenas a ponta do iceberg. Mas, por baixo da superfície, existe muito mais,” destaca a juíza auxiliar da presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Izabella Campos.
Acompanhe histórias reais e perceba como essa jornada invisível ainda é um dos principais desafios para a igualdade no mundo do trabalho.

