Participação feminina se consolida em cargos estratégicos do TRT-SC

Dados apontam equilíbrio entre homens e mulheres na ocupação de funções e cargos comissionados, evidenciando amadurecimento institucional

05/03/2026 16h45, atualizada em 06/03/2026 14h26
Clayton Wosgrau

Mesmo em menor número no quadro geral do TRT-SC, as servidoras mantêm presença equivalente à dos servidores quando o assunto é ocupação de cargos e funções de confiança. Os dados são de fevereiro deste ano e integram relatório do Subcomitê de Incentivo à Participação Feminina Institucional do tribunal, com base nas informações do Sistema de Gestão de Pessoas (Sigep) da Justiça do Trabalho.

Nos cargos em comissão (CJ), de perfil mais estratégico, há praticamente paridade: 192 mulheres e 190 homens. Já nas funções comissionadas (FC), de perfil mais tático, elas ocupam 47% dos postos, percentual muito próximo ao dos homens (53%).

Quando a comparação é feita em relação ao próprio gênero, 58% das servidoras possuem FCs, quatro pontos percentuais acima dos homens, e 29% são ocupantes de CJs, cinco pontos percentuais acima do público masculino.

Esse panorama evidencia e reforça o espaço das mulheres nas posições de liderança no TRT-SC. Reflexo disso é que a atual Administração é majoritariamente feminina: tendo uma presidente, desembargadora Teresa Cotosky, uma vice-presidente, desembargadora Mirna Bertoldi, e uma juíza-auxiliar da Presidência, Maria Aparecida Jeronimo. Outras mulheres também ocupam cargos-chave na gestão: a diretora-geral, Fernanda Gomes Ferreira, e a secretária-geral da Presidência, Ana Luísa Vasel.

 

Representatividade


A juíza Maria Aparecida Jeronimo ingressou na carreira em 1994 e foi promovida a titular de vara do trabalho em 2003. Ao longo desses 32 anos de dedicação, acumulou funções de coordenação no Cejusc de Florianópolis e nos Comitês de Priorização do Primeiro Grau, e de Acessibilidade e Inclusão. Atualmente, também integra o Comitê Gestor do Trabalho Seguro.

Mulher vestindo traje azul posa sorrindo
Juíza Maria Jerônimo: servidoras e servidores comprometidos

Para a magistrada, os números expressivos da participação feminina no TRT-SC demonstram o compromisso da instituição em valorizar servidoras e servidores comprometidos, independentemente do gênero. 

“É muito importante, ao meu ver, que a Administração conte com representantes de todo o universo que compõe o tribunal, pois isso possibilita um olhar sob diversos ângulos na elaboração de políticas de governança. Assim, é mais provável que se construa um ambiente saudável e produtivo, em que todos trabalhem felizes em torno de um mesmo objetivo: servir à Justiça”, ressalta.
 

Amadurecimento institucional


 

Mulher posa assinando termo de posse.
Fernanda Ferreira: processo de amadurecimento institucional

Ao longo de mais de três décadas de serviço prestado à Justiça do Trabalho, Fernanda Ferreira já passou por nove cargos de liderança. Ela conta que as três experiências mais marcantes, antes de voltar à Diretoria-Geral — cargo que já havia ocupado anteriormente —, foram as passagens à frente da Secretaria de Gestão de Pessoas e da Secretaria de Gestão Estratégica - este último cargo também no CSJT.

 

Fernanda avalia o cenário de liderança feminina como resultado de um processo de construção e amadurecimento institucional. “Esse avanço também reflete mais oportunidades de formação, dedicação ao serviço público e condições que, ao longo do tempo, permitiram ampliar a participação feminina nos espaços de decisão. Não se trata de disputa entre homens e mulheres, mas do fortalecimento de uma liderança plural, o que contribui para decisões mais equilibradas e para uma gestão pública mais eficiente”, avalia a servidora.
 

Tradução em números

Mulher posa sorrindo assinando termo de posse
Ana Luísa: discurso de equidade traduzido em números


Ana Luísa Vasel é servidora do tribunal desde 2013, quando foi lotada na 1ª VT de Chapecó. No ano seguinte, passou a atuar no Gabinete da Desembargadora Teresa Regina Cotosky. Para ela, é motivador ver traduzido em números o discurso de equidade que vem sendo praticado na instituição. 

“Os indicadores revelam um sucesso, infelizmente ainda atípico, em que as barreiras de gênero não limitam a ascensão funcional. Pessoalmente, ver essa gestão valorizar talentos femininos em cargos estratégicos não me surpreende, pois é uma postura que presenciei na minha trajetória profissional com a atual presidente do TRT-SC”, constata.

Em um contexto em que a equidade de gênero ainda representa desafio em muitas organizações, os dados do TRT-SC indicam um caminho consistente de valorização da diversidade nos espaços de decisão. 
 

Grupo de pessoas posando para foto
Mulheres foram maioria entre os novos diretores e assessores empossados em janeiro


 

Texto: Priscila Tavares
Secretaria de Comunicação Social  
Divisão de Redação, Criação e Assessoria de Imprensa 
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