TRT-SC promove diálogo sobre violência doméstica e amplia divulgação da rede de apoio

Evento de encerramento de campanha interna de conscientização trouxe especialistas do Programa Indira (TJ-SC) para falar sobre sinais de violência, acolhimento e os canais institucionais de apoio às mulheres

26/06/2026 16h52, atualizada em 26/06/2026 19h15
Camila Abreu

O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) realizou, nesta sexta-feira (26/6), duas rodas de conversa sobre violência doméstica com servidoras, estagiárias, jovens aprendizes e trabalhadoras terceirizadas da instituição.

A iniciativa partiu do Programa de Prevenção, Orientação e Apoio a Magistradas, Servidoras e demais colaboradoras em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TRT-SC e integrou uma campanha de conscientização do público interno, lançada em 16 de junho e promovida pela Ouvidoria da Mulher e pelo Comitê Gestor Regional do Programa, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social e a Escola Judicial.
 

Prevenção e acolhimento
 

O evento foi conduzido por Bruna Castilho, policial civil que atua no Tribunal de Justiça (TJSC), e pela assistente social Rosilene da Silva Lima, ambas integrantes da equipe técnica do Programa Indira. A coordenação ficou a cargo da ouvidora da mulher do TRT-SC, a desembargadora Quézia Gonzalez.

Durante as conversas, as especialistas abordaram diferentes aspectos da violência doméstica e familiar, destacando a importância da identificação precoce dos sinais de violência, bem como do acolhimento humanizado e da atuação institucional para garantir acesso e proteção às mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade.

“Em muitos casos, o que impede a busca por apoio é a vergonha, mas a violência doméstica pode atingir qualquer uma de nós, simplesmente por sermos mulheres. Por isso, programas como o Indira e o Acolher e Proteger do TRT-SC existem para encorajar, acolher e tornar esse caminho mais acessível”, destacou Bruna Castilho.

A assistente social Rosilene Lima pontuou aspectos relevantes do atendimento prestado às mulheres vítimas de violência, como a escuta ativa, o sigilo e o acolhimento, além de apresentar medidas que podem ser adotadas pela instituição para proteger essas mulheres, como viabilizar remoções ou implementar o trabalho a distância.

“Muitas vezes, por atuar no Judiciário, a mulher acredita que está imune à violência doméstica, mas não está. E justamente por isso, fatores como a vergonha, o medo e a falta de credibilidade acabam sendo grandes barreiras para buscar ajuda. Esses são alguns dos principais elementos que dificultam o pedido de apoio, seja institucional, seja de uma amiga ou de um serviço especializado. E, quando falamos de mulheres que atuam no próprio Judiciário, essas questões aparecem com muita frequência”, alertou.

Ao final das rodas de conversa, a desembargadora Quézia Gonzalez apresentou as integrantes do Comitê de Prevenção, explicou a atuação do programa no âmbito do TRT-SC e reforçou os canais de acolhimento da Ouvidoria da Mulher.


Iniciativas institucionais
 

O Programa Acolher e Proteger do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) é o Programa de Prevenção, Orientação e Apoio a Magistradas e Servidoras em Situação de Violência Doméstica e Familiar, atendendo também estagiárias, terceirizadas e jovens aprendizes. Instituído em julho de 2024, o programa estabelece três protocolos - informativo, estrutural e de capacitação - para fortalecer a rede de apoio interno.

O Programa Indira, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), é uma iniciativa de atendimento especializado e multidisciplinar destinada a mulheres do órgão em situação de violência doméstica e familiar, oferecendo acolhimento, orientação e acompanhamento por uma equipe técnica especializada.

 


João Mesquita (estagiário)
Supervisão: Priscila Tavares
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