Presidente do STF reforça papel da JT na proteção das pessoas mais vulneráveis

Fala do ministro Edson Fachin foi durante reunião com presidentes de tribunais trabalhistas, em atividade do Encontro Nacional do Judiciário

02/12/2025 13h09, atualizada em 02/12/2025 17h20
Eduardo Matos (Secom/TRT-RS)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, reuniu-se na segunda-feira (1º/12) em Florianópolis com dirigentes dos Tribunais do Trabalho. O TRT-SC foi representado pelo seu presidente, desembargador Amarildo Carlos de Lima. O presidente do TRT-SC, desembargador Amarildo Carlos de Lima, fez a abertura da reunião.

O encontro ocorreu na sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, que reúne tribunais de todo o Brasil para avaliar metas e definir prioridades estratégicas. Esta foi a segunda reunião de Fachin com os presidentes de TRTs desde sua posse, em 30 de setembro.

O presidente do STF destacou que a construção de políticas judiciárias efetivas exige aproximação permanente entre a suprema corte, o CNJ e os tribunais regionais. Ao longo da reunião, Fachin reafirmou a centralidade da justiça social no modelo constitucional brasileiro e ressaltou o papel da Justiça do Trabalho na proteção dos segmentos mais vulneráveis da população.

Defendeu que a administração do STF manterá atenção especial às políticas voltadas à redução das desigualdades e ao fortalecimento do Estado Social, reforçando compromissos assumidos em sua posse. 

Fachin também enfatizou a unidade do Poder Judiciário e destacou a cooperação com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, especialmente em projetos do CNJ relacionados ao trabalho decente e a outras políticas estruturantes da Justiça do Trabalho.
 

Presidente do TRT-SC abriu a reunião


Na condição de anfitrião, o presidente do TRT-SC, desembargador Amarildo Carlos de Lima, fez a abertura da reunião. Agradecendo a oportunidade aberta pelo ministro, destacou que uma das preocupações dos juízes e juízas trabalhistas é em relação ao avanço o uso da tecnologia nas relações de trabalho.

“Embora facilite a vida das pessoas, esse uso, intensificado pela inteligência artificial, não pode resultar na precarização do trabalho e da própria dignidade do trabalhador”, ressaltou Amarildo de Lima. 

Neste sentido, o dirigente destacou a preocupação sobre o enquadramento da competência material dos tribunais do trabalho diante das chamadas novas formas de trabalho, como os trabalhadores de plataformas de aplicativos (Uber, Ifood etc) e o uso da pejotização para "escamotear" as relações de trabalho.

Por fim, Amarildo de Lima alertou sobre a atual estrutura da Justiça do Trabalho. "Hoje temos uma dificuldade muito grande de reposição de servidores e servidoras que se aposentam. A situação não é muito diferente para a magistratura, dado que o concurso nacional para ingresso na magistratura do trabalho deixou o processo de reposição de quadros mais lento", considerou o presidente do TRT-SC.
 

Participações


Além dos presidentes dos TRTs, também participaram da reunião o presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, o vice-presidente do TST, ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos, e o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta.

A reunião integrou a programação do 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, que segue até esta terça-feira (2/12), com a participação de presidentes e corregedores de todos os ramos da Justiça, além de representantes do CNJ e do STF.

 

Cinco homens e duas mulheres sentadas à mesa de um evento. Sobre a mesa, toalha branca e copos com água.
Desembargador Amarildo de Lima, ao microfone: "uso da inteligência artificial não pode resultar na precarização do trabalho" 


 

Texto: Eduardo Matos (Secom/TRT-RS), com informações da Secom/TRT-SC

Secretaria de Comunicação Social
Divisão de Redação, Criação e Assessoria de Imprensa 
(48) 3216-4000 - secom@trt12.jus.br  

Notícia com 207 visualizações

Leia Também: