Em roda de conversa, aprendizes do TRT-SC falam sobre objetivos profissionais

Bate-papo aconteceu durante atividades da a 2ª Semana de Aprendizagem do TRT-SC

29/08/2025 17h55, atualizada em 29/08/2025 19h28
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Gutvision
Jovem negra, sorridente, usando tranças
Eduarda: "nunca imaginei estar nesse lugar"

Um dos momentos mais marcantes da 2ª Semana de Aprendizagem do TRT-SC foi a roda de conversa envolvendo três aprendizes da instituição: Eduarda Cristina Cardoso Rita, Gabriella da Silva Fontela e Lázaro Cassiano dos Santos Junior. 

O evento foi promovido pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem do TRT-SC nesta sexta-feira (29/8), na sala de sessões do Tribunal Pleno. As juízas Patrícia Pereira de Sant’Anna, gestora regional do PCTIEA, e Ângela Konrath, vice-diretora da Escola Judicial do TRT-SC (Ejud-12), mediaram o bate-papo.

Eduarda contou que divide seu tempo entre o trabalho na Coordenadoria de Gestão Documental e Memória (Cogedom) do TRT-SC e a faculdade de Serviço Social na Universidade Federal de Santa Catarina. Disse que escolheu o curso por querer atuar em locais como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), ajudando pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Quero muito poder ajudar quem já me ajudou um dia”, afirmou. Ela relatou ainda que o apoio recebido dos colegas de tribunal foi decisivo para ingressar na universidade. Emocionada, acrescentou: “Eu nunca imaginei estar nesse lugar. Venho da periferia e estar aqui, voltar para casa e contar isso para minha mãe, é muito gratificante”.


 

Acolhimento


Gabriela lembrou que, após conhecer o Programa de Aprendizagem, passou meses ligando semanalmente para saber se poderia ser contratada. “Entrei ano passado e me senti muito acolhida, apesar de ser tímida”, disse. 

Segundo ela, o maior desafio inicial foi compreender os termos jurídicos e administrativos, superado com o apoio da equipe. Inspirada pelas mulheres em cargos de chefia na Ejud-12, onde atua, revelou que pretende seguir carreira jurídica: “Quero prestar concurso e ser juíza, em especial na Justiça do Trabalho”.
 

“Ninguém me aceitou”

Jovem mestiço, de cabelos negros, usando óculos e tocando violão
Lázaro: paixão pela música


Já Lázaro recordou a dificuldade em encontrar emprego em Palhoça, município onde mora. “Entreguei currículo em shopping, restaurante, mas ninguém me aceitou”, contou o jovem, que brindou o público com uma apresentação de violão.

A oportunidade surgiu quando foi selecionado para atuar na 1ª Vara do Trabalho de São José. Ele acrescentou que se sente acolhido na unidade e que busca sempre melhorar no dia a dia: “Eu gosto muito do meu trabalho, me sinto muito aceito”.

Além da rotina no tribunal, falou também da paixão pela música, iniciada na infância, e do aprendizado autodidata no violão. “Tenho muito medo de errar, por isso treino bastante. Quero ser famoso com a música”, afirmou, acrescentando que também pretende cursar Tecnologia da Informação.


 

Texto: Carlos Nogueira
Secretaria de Comunicação Social do TRT-SC
Divisão de Redação, Criação e Assessoria de Imprensa
secom@trt12.jus.br

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