Ejud-12 inicia ano letivo com debate sobre gênero, raça e jurisvivências

Aberta ao público, aula inaugural será ministrada pela juíza do TJSP e doutora Flávia de Carvalho; evento terá transmissão pela internet

19/02/2026 18h37, atualizada em 20/02/2026 15h53
Arquivo pessoal

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (Ejud-12) vai abrir o calendário acadêmico de 2026 com a aula “Gênero, raça e as jurisvivências dos corpos diante da lei”, ministrada pela juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo Flávia Martins de Carvalho, no dia 6 de março, das 14h às 16h. O encontro será presencial, na Sala de Sessões do Pleno, em Florianópolis, com transmissão on-line e aberto ao público em geral.

Juíza auxiliar no Supremo Tribunal Federal (STF), Flávia Carvalho é doutora em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (USP), além de atuar como professora, escritora e pesquisadora. Também participa do Columbia Women’s Leadership Network, programa da Universidade de Columbia (EUA) dedicado à formação e ao intercâmbio internacional de lideranças.

Primeira juíza-ouvidora do STF, ela vai falar sobre questões de gênero e de raça em diálogo com os desafios trazidos pela inteligência artificial, além do conceito de jurisvivência como ferramenta de análise para a construção de práticas jurídicas mais inclusivas. 

Promovido em alusão ao Dia Internacional da Mulher, o evento é realizado em parceria com o Programa de Equidade e o Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas (Pete+) do TRT-SC, sendo voltado a magistradas e magistrados, servidoras e servidores, estagiárias e estagiários, aprendizes, integrantes de outros tribunais e público em geral. As inscrições podem ser realizadas até 5 de março, por meio deste link (externo).
 

Primeiro do biênio


A atividade inaugura o ano letivo e também marca o primeiro evento da gestão da Ejud-12 para o biênio 2026-2027, sob a direção da desembargadora Mirna Uliano Bertoldi.

“Iniciaremos este ciclo formativo com um tema de profunda relevância para a atuação contemporânea da Justiça do Trabalho. Ao eleger a reflexão sobre gênero, raça e as jurisvivências dos corpos diante da Lei como marco inaugural de nossas atividades, reafirmamos o compromisso da Escola Judicial com uma formação crítica, sensível às desigualdades estruturais e atenta aos desafios concretos da realidade social", afirma a diretora. 

A intenção da Escola, complementa Mirna Bertoldi, "é continuar promovendo espaços qualificados de diálogo e reflexão, que fortaleçam a interpretação e a aplicação do Direito à luz dos valores constitucionais e da centralidade da dignidade da pessoa humana."
 

Jurisvivências

Valendo-se da “escrevivência”, conceito elaborado pela escritora mineira Conceição Evaristo, Flávia Carvalho propõe a noção de “jurisvivência”. De acordo com a magistrada, a ideia parte do reconhecimento de que experiências vividas – especialmente por grupos historicamente marginalizados, como as mulheres negras – podem constituir uma forma legítima e valiosa de produção de conhecimento jurídico.

A partir desse referencial, a pesquisadora busca ampliar a imaginação jurídica e estimular interpretações mais sensíveis às dimensões raciais e de gênero presentes nas relações sociais.

 

Texto: Carlos Nogueira
Secretaria de Comunicação Social 
Divisão de Redação, Criação e Assessoria de Imprensa 
(48) 3216-4303 / 4320 - secom@trt12.jus.br

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